Nos meus idos tempos de infância e imberbe puberdade o discurso sobre o generation gap era uma constante. Existiam debates e discussões na televisão com as sumidades, os livros de Inglês (do preparatório e secundário – da altura!) produziam textos sobre o assunto para nos ensinar a falar Inglês e, por aí fora…
À medida que os 90’s se espraiaram na linha do tempo e o novo milénio se instalou, a discussão sobre este assunto foi desaparecendo e simplesmente se esfumou da agenda mediática… Porquê? (1ª Questão)
Para além disso, começou inclusivamente a falar-se num fenómeno inverso ou reverse (a bucha inglesa fica sempre bem na prosa!)… Ou seja, começaram a surgir insistentes referências no papel dos filhos na educação para a ética e valores, bem como no acrescento de competências aos papás menos sensibilizados para a coisa… ele é ver revelar o papel dos filhos na consciência ambiental dos papás que teimosamente continuam a não reciclar e a mandar tudo o que é lixo para o chão, à excepção do território do chão lá de casa… ele é ver a valia do Magalhães e dos PC’s do e-escola que, em conjunto com os ensinamentos dos petizes, só se podem revelar como mola impusionadora nas competências em Sistemas de Informação dos papás… etc., etc., etc.!
Será que teremos assumir que as gerações mais novas terão que ensinar cidadania ética e valores aos mais velhos? Quais são as causas para que isso aconteça?
(2ª Questão / 3ª Questão)
E os putos quando crescerem… Vão ser conspurcados pelo processo de socialização e também vão necessitar de ser ajudados a serem recordados das suas responsabilidades pelas novas gerações da altura?
(4ª Questão)
Mas se são os putos “tábuas rasas”, como podem eles saber a diferença entre o que está bem ou mal? Será que a condição humana, só por si, isolada de qualquer factor ambiental afinal pressupõe mecanismos de consciência moral? Para que serviu então o ditado dos mandamentos?
(5ª Questão e mais)
Será que é este um mecanismo regulador natural que, quando o sonho se apaga nos velhos, se reacende a chama da ética e da utopia nos mais novos? Mas em todos? Ou isto também tem o seu quê de elitista e só é reservado a algumas crianças (ver para esse efeito a construção empírica do conceito de indigo children)? Os outros, pelo contrário, seguem com a carneirada e rapidamente absorvem as falhas do processo de socialização?
(mais questões…)
E outras mais haveriam… Uma linha de investigação a seguir!
sábado, 26 de setembro de 2009
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