Todos nós, em determinadas alturas da vida já ouvimos falar (geralmente por aqueles que não são parte integrante da situação e/ou problema) do importante papel do erro, de odes ao fracasso e dos papéis que estes podem desempenhar no processo de aprendizagem.
Existe uma miríade de teorias de psico-sociologia da formação, de gestão, até de formas de viver (sim, não tenho vontade de parcelar realidades… é demodé e anacrónico!) que têm como base a premissa do erro e do seu papel na construção da nossa experiência.
Mas, voltando à realidade atávica, mas presente: Quantas pessoas são valorizadas pelos erros que cometeram, assumiram e que resultaram em aprendizagem? Que status social é atribuído ao indivíduo que fracassou? Que orgulho apresenta o indivíduo que errou, conheceu o erro e está disposto a capitalizar essa experiência de forma positiva? É usual esse dar de flanco? Terá o indivíduo a força mental para contrariar dezenas de anos de socialização com premissas que vão dar direitinho à ideia que o erro é mau e serve para ocultar e esquecer?
Mais grave: O medo de errar leva, no limite, à inacção ou à não decisão… O prolongamento dos problemas, geralmente só os avoluma, salvo raras e honrosas excepções (também ninguém me vai ver aqui defender os quick fixes instantâneos e simbólicos que muitas vezes têm muito mais de cosmético do que de substancial!).
Em súmula, a kultura vigente está muito distante das teorias progressistas que poderão merecer análise bastante, nem que seja para que não possam ser umbrellas para a desresponsabilização e inimputabilidade.
sábado, 12 de dezembro de 2009
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