Shopping... tema recorrente!
No átrio, LCD's a debitarem verde, verde, verde, verde...
Imagens dos Açores? Ou então, pradarias extensas em início de primavera?
Homens verdes de Marte em camisas de Vénus?
Não!!!!
Afinal, são rectângulos verdes perscrutados incessantemente durante, pelo menos, 90 minutos. Por câmaras em diversos ângulos para cobrir vários planos. A cobrir peões... a avançar, mas também a recuar com cor pálida, embora envergando vestimentas que se destacam do rectângulo para atenderem aos compromissos publicitários ditados por reis, rainhas, bispos e torres. Aqui e ali umas linhas brancas rasgam o verde, mas não servem para snifar!
De vez em quando, uma ou outra imagem com o intuito de todos fixarem a imagem a fixar, o placard publicitário, a babe da bancada ou outra imagem em plano planeado, para que todos, tal vacas de estábulo possam ser sujeitos a sinais para poder comer o mais possível, no menor espaço de tempo possível!
A mole humana também é contemplada de quando em vez com um plano, lívida, às vezes de raiva... algumas vezes contentamento? Não parece felicidade...
O circo e a arena dos tempos modernos!
Agora em espectáculo televisionado, realizado de forma industrial por gente sem grande criatividade... para poder ajudar a embuchar mais uma hambúrguer ou nugget rançoso!
domingo, 25 de agosto de 2013
quarta-feira, 12 de junho de 2013
Embrutecimento também é isto! (Março de 2013)
- Como é possível embrutecer-se?
- Embrutece-se e pronto! - exclamou Vitor. E olha que só já tenho mais 2 min.!
- Mas como? Como é possível estabelecer uma espécie de consciência coletiva, que não vive em nós e que se encontra à disposição de ser manipulada ao sabor do que nos é filtrado para vermos ou ouvirmos? Esta forma de condicionamento não nos pode colocar ao nível de autómatos emocionais perversos? - Pedro estava indignado.
- Podes-lhe chamar a essência da natureza humana: nós estamos muito melhor programados e formatados para reagir aos nossos instintos e emoções básicas. Tocando nesses botões conseguem-se resultados mais rápidos e precisos. - retorquiu Vitor à evidência.
- Mas não era suposto refinarmos o nosso comportamento e, genuinamente evoluirmos para níveis de consciência emocional superiores, onde a compreensão da situação, nas diversas perspetivas e opiniões pode construir uma posição de compromisso? - Pedro insiste.
- Talvez num mundo ideal! Aqui não há tempo... a voragem dos dias necessita de decisões no timing certo, mesmo que depois se tenham de fazer alguns ajustamentos... - Vitor acaba por condescender.
- E à conta desse experimentalismo brinca-se com a vida das pessoas, é? Imagina esta estratégia a ser aplicada no Governo de um País como Portugal, ou da Europa...
Vitor Gaspar encolhe os ombros e despede-se, pois já tinha esgotado os 5 min. estipulados e rigorosamente cronometrados para tomar café com o amigo de longa data.
Pedro, não satisfeito, segue-lhe os passos apressados, balbuciando qualquer coisa inaudível para o comum dos mortais.
- Embrutece-se e pronto! - exclamou Vitor. E olha que só já tenho mais 2 min.!
- Mas como? Como é possível estabelecer uma espécie de consciência coletiva, que não vive em nós e que se encontra à disposição de ser manipulada ao sabor do que nos é filtrado para vermos ou ouvirmos? Esta forma de condicionamento não nos pode colocar ao nível de autómatos emocionais perversos? - Pedro estava indignado.
- Podes-lhe chamar a essência da natureza humana: nós estamos muito melhor programados e formatados para reagir aos nossos instintos e emoções básicas. Tocando nesses botões conseguem-se resultados mais rápidos e precisos. - retorquiu Vitor à evidência.
- Mas não era suposto refinarmos o nosso comportamento e, genuinamente evoluirmos para níveis de consciência emocional superiores, onde a compreensão da situação, nas diversas perspetivas e opiniões pode construir uma posição de compromisso? - Pedro insiste.
- Talvez num mundo ideal! Aqui não há tempo... a voragem dos dias necessita de decisões no timing certo, mesmo que depois se tenham de fazer alguns ajustamentos... - Vitor acaba por condescender.
- E à conta desse experimentalismo brinca-se com a vida das pessoas, é? Imagina esta estratégia a ser aplicada no Governo de um País como Portugal, ou da Europa...
Vitor Gaspar encolhe os ombros e despede-se, pois já tinha esgotado os 5 min. estipulados e rigorosamente cronometrados para tomar café com o amigo de longa data.
Pedro, não satisfeito, segue-lhe os passos apressados, balbuciando qualquer coisa inaudível para o comum dos mortais.
segunda-feira, 10 de junho de 2013
Dia de Portugal? dos Portugueses?
Portugal de saletas,
umas maiores, outras mais pequenas,
no dia do dito, discursa-se entre portas,
escondidos do céu, das suas paletas.
No quadro pintado dos dias,
existem corvos e existe céu,
existe trigo e existe povo
que haja príncipio
para nos erguermos de novo
Plutocracia, ideologia vazia
não resiste às paredes
com que se esconde
homens de ação e palavra
mostrem-se para a democracia
Precisamos! Agora!!!! Chega de agricultura...
umas maiores, outras mais pequenas,
no dia do dito, discursa-se entre portas,
escondidos do céu, das suas paletas.
No quadro pintado dos dias,
existem corvos e existe céu,
existe trigo e existe povo
que haja príncipio
para nos erguermos de novo
Plutocracia, ideologia vazia
não resiste às paredes
com que se esconde
homens de ação e palavra
mostrem-se para a democracia
Precisamos! Agora!!!! Chega de agricultura...
sábado, 4 de maio de 2013
O Contrato leonino
A propósito de um livro que ouvi falar, numa crónica de rádio que, por sua vez, se refere à Ilíada de Homero:
" A vida impõe-se-nos com um pagamento à cabeça: a nossa finitude! Desde muito cedo, a partir do momento que, em crianças, entramos no alvor da auto-consciência, que sabemos da morte!"
Agora a história que me apetece contar:
Luís, segurança no shopping, em intervalo para almoço, sentava-se numa das mesas da frente para a entrada das escadas rolantes, não muito longe do acesso às mesmas. A zona da restauração tinha o seu bulício, mas longe das enchentes de outrora.
Gostava de se sentar ali: tinha uma vista privilegiada sobre o piso da restauração, as escadas rolantes e ainda vislumbrava parte do piso de baixo.
Divagava distraidamente em pensamentos sobre o devir infinito das escadas rolantes que, por mais degraus subidos e descidos, eram sempre os mesmos! Depois de pisados, ordeiramente, continuariam a sua viagem, evoluindo para um estado plano, escondidos, por baixo, transportados através de uma correia de transmissão oculta, que não se vê e poucos conhecem!
Mas também quem se preocupa com o que não é visto? Quem deve ter conhecimento do processo, a não ser os homens da manutenção que, a espaços, se lá entranhavam por entre o vão que oculta o mecanismo?
Apesar de rolantes e móveis, sempre os mesmos degraus, os mesmos degraus, os mesmos degraus...
De repente, surgido do piso de baixo, uma espécie de clamor, numa alteração à ordem pré-existente dos ruídos habituais do shopping. Primeiro, algo impreciso. Luís alerta! Depois, mais audíveis, gritos de pânico! Claramente, ouvem-se 3 tiros! Luís levanta-se num ápice e desce em 6 penadas os degraus das escadas que ainda há pouco, por baixo, eram planos e ninguém os conseguia ver. O seu rádio emitia sons de vozes que Luís já não percepcionou, pois estava prestes a emergir na situação. Porta da Agência bancária do Shopping... Homem no chão... Suporte básico de vida... Nada a fazer... Funcionário do banco que há pouco tomou café junto a Luís e que, há instantes, Luís tinha visto descer as escadas rolantes, apenas tocando em dois dos degraus que Luís tocou para ir em seu auxílio.
Última imagem da estória: Crematório! Correia de transporte para o alto-forno! Família e amigos, comoção na despedida! Nova viagem? Para que estado evolui a correia de transporte do crematório? A parte que não se mostra depois de ter feito o seu transporte até ao fogo que arde sem se ver! Conseguem vê-la?
O momento da história do Homem que se repete para todos...
" A vida impõe-se-nos com um pagamento à cabeça: a nossa finitude! Desde muito cedo, a partir do momento que, em crianças, entramos no alvor da auto-consciência, que sabemos da morte!"
Agora a história que me apetece contar:
Luís, segurança no shopping, em intervalo para almoço, sentava-se numa das mesas da frente para a entrada das escadas rolantes, não muito longe do acesso às mesmas. A zona da restauração tinha o seu bulício, mas longe das enchentes de outrora.
Gostava de se sentar ali: tinha uma vista privilegiada sobre o piso da restauração, as escadas rolantes e ainda vislumbrava parte do piso de baixo.
Divagava distraidamente em pensamentos sobre o devir infinito das escadas rolantes que, por mais degraus subidos e descidos, eram sempre os mesmos! Depois de pisados, ordeiramente, continuariam a sua viagem, evoluindo para um estado plano, escondidos, por baixo, transportados através de uma correia de transmissão oculta, que não se vê e poucos conhecem!
Mas também quem se preocupa com o que não é visto? Quem deve ter conhecimento do processo, a não ser os homens da manutenção que, a espaços, se lá entranhavam por entre o vão que oculta o mecanismo?
Apesar de rolantes e móveis, sempre os mesmos degraus, os mesmos degraus, os mesmos degraus...
De repente, surgido do piso de baixo, uma espécie de clamor, numa alteração à ordem pré-existente dos ruídos habituais do shopping. Primeiro, algo impreciso. Luís alerta! Depois, mais audíveis, gritos de pânico! Claramente, ouvem-se 3 tiros! Luís levanta-se num ápice e desce em 6 penadas os degraus das escadas que ainda há pouco, por baixo, eram planos e ninguém os conseguia ver. O seu rádio emitia sons de vozes que Luís já não percepcionou, pois estava prestes a emergir na situação. Porta da Agência bancária do Shopping... Homem no chão... Suporte básico de vida... Nada a fazer... Funcionário do banco que há pouco tomou café junto a Luís e que, há instantes, Luís tinha visto descer as escadas rolantes, apenas tocando em dois dos degraus que Luís tocou para ir em seu auxílio.
Última imagem da estória: Crematório! Correia de transporte para o alto-forno! Família e amigos, comoção na despedida! Nova viagem? Para que estado evolui a correia de transporte do crematório? A parte que não se mostra depois de ter feito o seu transporte até ao fogo que arde sem se ver! Conseguem vê-la?
O momento da história do Homem que se repete para todos...
sábado, 1 de setembro de 2012
Globalização da Riqueza e Classe Média. Que interações?
Em várias publicações, começo a ouvir a retórica que a linha de empobrecimento do mundo se encontra a subir. Leia-se para Norte, portanto. Há mais de 40 anos que consideramos o 3º mundo e os países subdesenvolvidos coincidentes com o hemisfério sul do planeta. Era lá que situávamos o espaço geográfico da pobreza. Ainda no final do século XX, o Saara separava a pobreza (muitas vezes extrema!) da maior prosperidade dos países a Norte. Dizem-nos agora que essa linha de cintura subiu e estará posicionada a Norte do Mediterrâneo. Mas esperem lá!!! Esses somos nós! Os tais do clube Med! Há até multinacionais já a gizar as suas estratégias para que possam continuar a ganhar o seu dinheiro num mercado de pobretanas (veja-se a notícia há dias na imprensa de negócios sobre o reajustamento estratégico da Unilever!).
Mas afinal, mais do que as "análises" de especialistas, que de tanto repetidas à exaustão nos parecem verdades inquestionáveis (é assim que algumas ideias pegam, apesar de desmentidas pela realidade!), parece-me interessante procurar causas e aproveitamentos para a presença desta ideia no espaço público.
Lanço apenas pistas e feelings que valem o que valem, pois continuo ainda a ter direito a opinião (graças à democracia existente que devemos exercer e cuidar):
Se não fossem as contradições do processo e a hipótese de escolha que ainda hoje nos assiste e que devemos e temos a obrigação de utilizar com sabedoria até diria que sim... Mas sinto que estamos a viver mesmo tempos especiais... Sugiro é que levantemos desde já pelas nossas convicções!
Mas afinal, mais do que as "análises" de especialistas, que de tanto repetidas à exaustão nos parecem verdades inquestionáveis (é assim que algumas ideias pegam, apesar de desmentidas pela realidade!), parece-me interessante procurar causas e aproveitamentos para a presença desta ideia no espaço público.
Lanço apenas pistas e feelings que valem o que valem, pois continuo ainda a ter direito a opinião (graças à democracia existente que devemos exercer e cuidar):
- Um Objectivo de curto prazo será a justificação branqueadora de toda a austeridade, com uma ideia de inevitabilidade perigosa e de pensamento único;
- Quanto a Objectivos de Longo Prazo enumero o caminho que me parece estar a acontecer a passos largos: a promoção da existência de regimes políticos que possam comportar uma "democracia" mais musculada no "mundo ocidental". O surgimento e a justificação para regimes populistas (à direita, mas também possíveis à esquerda!) alimentam-se das contrandições sociais provenientes de situações sociais frágeis, que são, inclusivamente, fomentadas. Esses regimes para se auto-sustentarem dependem fortemente do alvitramento de sentimentos primários como o medo, a fome, a ameaça de uma existência sem dignidade... onde o valor da vida humana é posto em prato de balança com um punhado de moedas do outro lado...
Se não fossem as contradições do processo e a hipótese de escolha que ainda hoje nos assiste e que devemos e temos a obrigação de utilizar com sabedoria até diria que sim... Mas sinto que estamos a viver mesmo tempos especiais... Sugiro é que levantemos desde já pelas nossas convicções!
sábado, 12 de dezembro de 2009
O Erro, o fracasso e a aprendizagem
Todos nós, em determinadas alturas da vida já ouvimos falar (geralmente por aqueles que não são parte integrante da situação e/ou problema) do importante papel do erro, de odes ao fracasso e dos papéis que estes podem desempenhar no processo de aprendizagem.
Existe uma miríade de teorias de psico-sociologia da formação, de gestão, até de formas de viver (sim, não tenho vontade de parcelar realidades… é demodé e anacrónico!) que têm como base a premissa do erro e do seu papel na construção da nossa experiência.
Mas, voltando à realidade atávica, mas presente: Quantas pessoas são valorizadas pelos erros que cometeram, assumiram e que resultaram em aprendizagem? Que status social é atribuído ao indivíduo que fracassou? Que orgulho apresenta o indivíduo que errou, conheceu o erro e está disposto a capitalizar essa experiência de forma positiva? É usual esse dar de flanco? Terá o indivíduo a força mental para contrariar dezenas de anos de socialização com premissas que vão dar direitinho à ideia que o erro é mau e serve para ocultar e esquecer?
Mais grave: O medo de errar leva, no limite, à inacção ou à não decisão… O prolongamento dos problemas, geralmente só os avoluma, salvo raras e honrosas excepções (também ninguém me vai ver aqui defender os quick fixes instantâneos e simbólicos que muitas vezes têm muito mais de cosmético do que de substancial!).
Em súmula, a kultura vigente está muito distante das teorias progressistas que poderão merecer análise bastante, nem que seja para que não possam ser umbrellas para a desresponsabilização e inimputabilidade.
Existe uma miríade de teorias de psico-sociologia da formação, de gestão, até de formas de viver (sim, não tenho vontade de parcelar realidades… é demodé e anacrónico!) que têm como base a premissa do erro e do seu papel na construção da nossa experiência.
Mas, voltando à realidade atávica, mas presente: Quantas pessoas são valorizadas pelos erros que cometeram, assumiram e que resultaram em aprendizagem? Que status social é atribuído ao indivíduo que fracassou? Que orgulho apresenta o indivíduo que errou, conheceu o erro e está disposto a capitalizar essa experiência de forma positiva? É usual esse dar de flanco? Terá o indivíduo a força mental para contrariar dezenas de anos de socialização com premissas que vão dar direitinho à ideia que o erro é mau e serve para ocultar e esquecer?
Mais grave: O medo de errar leva, no limite, à inacção ou à não decisão… O prolongamento dos problemas, geralmente só os avoluma, salvo raras e honrosas excepções (também ninguém me vai ver aqui defender os quick fixes instantâneos e simbólicos que muitas vezes têm muito mais de cosmético do que de substancial!).
Em súmula, a kultura vigente está muito distante das teorias progressistas que poderão merecer análise bastante, nem que seja para que não possam ser umbrellas para a desresponsabilização e inimputabilidade.
domingo, 18 de outubro de 2009
Telenovelas e padrões de consumo... Então e os telejornais?
Nunca apreciei os iluminados que discorrem sobre a falta de lucidez, tacto e inteligência da restante mole humana (classe trabalhadora e desempregada-inocupada voluntária ou involuntariamente, incluída!), tanto mais que esse sentimento, no meu entender, auto-alimenta a pobreza de espírito nacional. Grande parte dos problemas do País provém da falta de eslcarecimento transversal a todos os sectores da sociedade... élites nacionais igualmente muito bem representadas!
Há dias surgiu mais uma improvável notícia: as telenovelas apresentam padrões de vida e consumo desajustadas das possibilidades nacionais... big deal!
Não são as telenovelas construídas para passa-tempo, entretenimento e alienação? Não deverão elas vender sonhos e ilusões? Não são produtos que geram negócios de milhões em publicidade e placement de produtos? Não são produzidas para provocar toda essa multiplicidade de efeitos?
Grave, Grave poderá ser quando as pessoas podem não ter os instrumentos que as podem defender do assédio... E aí podemos sempre voltar ao topo da cadeia, questionando o processo cívico-educativo criado pelas élites, muito mais orientado para a auto-prepetuação do que para a construção de uma sociedade justa e avançada!
Outra questão, mais importante, porque dissimulada e insidiosa, é o alinhamento dos nossos Telejornais! Hoje, levei um banho do Jormal da Tarde da SIC quando se promoveu um directo (sim! um directo...) de uma suposta notícia para mostrar o homem mais alto do mundo que visitou Portugal e o seu novo fato... voltamos às barracas de feira para mostrar as excentricidades da Natureza? Vamos reeditar as visitas ao Homem-Elefante? À mulher corcunda com bigode? Vamos prescindir dos animais do circo para termos pessoas e circos de horrores?
Pelo menos ao ver telenovelas não vamos ao engano... já nos blocos noticiosos...
Há dias surgiu mais uma improvável notícia: as telenovelas apresentam padrões de vida e consumo desajustadas das possibilidades nacionais... big deal!
Não são as telenovelas construídas para passa-tempo, entretenimento e alienação? Não deverão elas vender sonhos e ilusões? Não são produtos que geram negócios de milhões em publicidade e placement de produtos? Não são produzidas para provocar toda essa multiplicidade de efeitos?
Grave, Grave poderá ser quando as pessoas podem não ter os instrumentos que as podem defender do assédio... E aí podemos sempre voltar ao topo da cadeia, questionando o processo cívico-educativo criado pelas élites, muito mais orientado para a auto-prepetuação do que para a construção de uma sociedade justa e avançada!
Outra questão, mais importante, porque dissimulada e insidiosa, é o alinhamento dos nossos Telejornais! Hoje, levei um banho do Jormal da Tarde da SIC quando se promoveu um directo (sim! um directo...) de uma suposta notícia para mostrar o homem mais alto do mundo que visitou Portugal e o seu novo fato... voltamos às barracas de feira para mostrar as excentricidades da Natureza? Vamos reeditar as visitas ao Homem-Elefante? À mulher corcunda com bigode? Vamos prescindir dos animais do circo para termos pessoas e circos de horrores?
Pelo menos ao ver telenovelas não vamos ao engano... já nos blocos noticiosos...
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