domingo, 18 de outubro de 2009

Telenovelas e padrões de consumo... Então e os telejornais?

Nunca apreciei os iluminados que discorrem sobre a falta de lucidez, tacto e inteligência da restante mole humana (classe trabalhadora e desempregada-inocupada voluntária ou involuntariamente, incluída!), tanto mais que esse sentimento, no meu entender, auto-alimenta a pobreza de espírito nacional. Grande parte dos problemas do País provém da falta de eslcarecimento transversal a todos os sectores da sociedade... élites nacionais igualmente muito bem representadas!

Há dias surgiu mais uma improvável notícia: as telenovelas apresentam padrões de vida e consumo desajustadas das possibilidades nacionais... big deal!

Não são as telenovelas construídas para passa-tempo, entretenimento e alienação? Não deverão elas vender sonhos e ilusões? Não são produtos que geram negócios de milhões em publicidade e placement de produtos? Não são produzidas para provocar toda essa multiplicidade de efeitos?

Grave, Grave poderá ser quando as pessoas podem não ter os instrumentos que as podem defender do assédio... E aí podemos sempre voltar ao topo da cadeia, questionando o processo cívico-educativo criado pelas élites, muito mais orientado para a auto-prepetuação do que para a construção de uma sociedade justa e avançada!

Outra questão, mais importante, porque dissimulada e insidiosa, é o alinhamento dos nossos Telejornais! Hoje, levei um banho do Jormal da Tarde da SIC quando se promoveu um directo (sim! um directo...) de uma suposta notícia para mostrar o homem mais alto do mundo que visitou Portugal e o seu novo fato... voltamos às barracas de feira para mostrar as excentricidades da Natureza? Vamos reeditar as visitas ao Homem-Elefante? À mulher corcunda com bigode? Vamos prescindir dos animais do circo para termos pessoas e circos de horrores?

Pelo menos ao ver telenovelas não vamos ao engano... já nos blocos noticiosos...

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